Arautos em Portugal

Arautos do Evangelho – Associação Internacional de Direito Pontifício

Liturgia

22 de Outubro

XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM – Ano A

Missa

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 16, 6.8.9
Respondei-me, Senhor, quando Vos invoco,
ouvi a minha voz, escutai as minhas palavras.
Guardai-me dos meus inimigos, Senhor.
Protegei-me à sombra das vossas asas.

ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente,
dai-nos a graça de consagrarmos sempre ao vosso serviço
a dedicação da nossa vontade
e a sinceridade do nosso coração.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

LEITURA I Is 45, 1.4-6
«Tomei Ciro pela mão direita para subjugar diante dele as nações»

Leitura do Livro de Isaías
Assim fala o Senhor a Ciro, seu ungido, a quem tomou pela mão direita, para subjugar diante dele as nações e fazer cair as armas da cintura dos reis, para abrir as portas à sua frente, sem que nenhuma lhe seja fechada: «Por causa de Jacob, meu servo, e de Israel, meu eleito, Eu te chamei pelo teu nome e te dei um título glorioso, quando ainda não Me conhecias. Eu sou o Senhor e não há outro; fora de Mim não há Deus. Eu te cingi, quando ainda não Me conhecias, para que se saiba, do Oriente ao Ocidente, que fora de Mim não há outro. Eu sou o Senhor e mais ninguém».
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 95 (96), 1.3.4-5.7-8.9-10a.c
(R. 7b)
Refrão: Aclamai a glória e o poder do Senhor. Repete-se

Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, terra inteira.
Publicai entre as nações a sua glória,
em todos os povos as suas maravilhas. Refrão

O Senhor é grande e digno de louvor,
mais temível que todos os deuses.
Os deuses dos gentios não passam de ídolos,
foi o Senhor quem fez os céus. Refrão

Dai ao Senhor, ó família dos povos,
dai ao Senhor glória e poder.
Dai ao Senhor a glória do seu nome,
levai-Lhe oferendas e entrai nos seus átrios. Refrão

Adorai o Senhor com ornamentos sagrados,
trema diante d’Ele a terra inteira.
Dizei entre as nações: «O Senhor é Rei»,
governa os povos com equidade. Refrão

LEITURA II 1 Tes 1, 1-5b
«Recordamos a vossa fé, caridade e esperança»

Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo
aos Tessalonicenses
Paulo, Silvano e Timóteo à Igreja dos Tessalonicenses, que está em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo: A graça e a paz estejam convosco. Damos continuamente graças a Deus por todos vós, ao fazermos menção de vós nas nossas orações. Recordamos a actividade da vossa fé, o esforço da vossa caridade e a firmeza da vossa esperança em Nosso Senhor Jesus Cristo, na presença de Deus, nosso Pai. Nós sabemos, irmãos amados por Deus, como fostes escolhidos. O nosso Evangelho não vos foi pregado somente com palavras, mas também com obras poderosas, com a acção do Espírito Santo.
Palavra do Senhor.

ALELUIA Filip 2, 15d.16a
Refrão: Aleluia. Repete-se
Vós brilhais como estrelas no mundo,
ostentando a palavra da vida. Refrão

EVANGELHO Mt 22, 15-21
«Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, os fariseus reuniram-se para deliberar sobre a maneira de surpreender Jesus no que dissesse. Enviaram-Lhe alguns dos seus discípulos, juntamente com os herodianos, e disseram-Lhe: «Mestre, sabemos que és sincero e que ensinas, segundo a verdade, o caminho de Deus, sem te deixares influenciar por ninguém, pois não fazes acepção de pessoas. Diz-nos o teu parecer: É lícito ou não pagar tributo a César?». Jesus, conhecendo a sua malícia, respondeu: «Porque Me tentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo». Eles apresentaram-Lhe um denário e Jesus perguntou: «De quem é esta imagem e esta inscrição?». Eles responderam: «De César». Disse-Lhes Jesus: «Então, dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus».
Palavra da salvação.

ORAÇÃO DOS FIÉIS

Irmãs e irmãos: A exemplo do apóstolo São Paulo, oremos, nós também, ao Pai celeste pela Igreja e por todos os homens deste mundo, dizendo (ou cantando), numa só voz:

R. Ouvi, Senhor, a oração do vosso povo.

Ou: Senhor, venha a nós o vosso reino.

Ou: Escutai, Senhor, a nossa oração.

1. Pelas Igrejas do Oriente e do Ocidente, pelas que vivem em países de missão e pelos seus bispos, presbíteros e missionários, oremos.

2. Pelos que estão constituídos em autoridade, pelos que dão a César o que é de César, e pelos que dão a Deus o que é de Deus, oremos.

3. Pelos homens e mulheres mais infelizes, pelos que sofrem a ditadura e a opressão e por aqueles que vivem sem direitos, oremos.

4. Pelas missões de todo o mundo, pelas religiosas e irmãos leigos que as servem e pelos cristãos que por elas oram sem desânimo, oremos.

5. Pela nossa assembleia aqui reunida, pelos fiéis que permanecem firmes na esperança e pelos que praticam com alegria a caridade, oremos.

Senhor, Deus do universo, que acolheis as orações e acções de graças daqueles que se reúnem em Igreja, escutai os anseios do coração e as súplicas que Vos apresentamos com toda a confiança. Por Cristo Senhor nosso.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Fazei, Senhor,
que possamos servir ao vosso altar
com plena liberdade de espírito,
para que estes mistérios que celebramos
nos purifiquem de todo o pecado.
Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 32, 18-19
O Senhor vela sobre os seus fiéis,
sobre aqueles que esperam na sua bondade,
para libertar da morte as suas almas,
para os alimentar no tempo da fome.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Concedei, Senhor,
que a participação nos mistérios celestes
nos faça progredir na santidade,
nos obtenha as graças temporais
e nos confirme nos bens eternos.
Por Nosso Senhor.

 

 

Excertos do livro “O inédito sobre os Evangelhos”
de autoria do Mons. João Scognamiglio Clá Dias, E.P.

Dar a César, ou dar a Deus?

Vivendo em harmonia e cooperação, a sociedade temporal e a espiritual proporcionam as condições para o verdadeiro progresso humano.

O homem foi criado por Deus para viver em sociedade, sob duas autoridades: a temporal e a espiritual. Qual deve ser sua atitude ante uma e outra? Eis o tema do Evangelho do 29o Domingo do Tempo Comum.

Não há situação estática na vida moral

Nossa vida moral se encontra sempre em movimento. Em outras palavras, na escala de valores entre o extremo do bem e o extremo do mal, ninguém fica parado num grau determina­do. Todos estamos de alguma maneira caminhando, ainda que muito devagar e imperceptivelmente, em direção a um dos po­los, ou embaraçados num vaivém contínuo. Há, também, ace­lerações para uma direção ou outra, resultantes de um gran­de ato de virtude ou de um gravíssimo pecado. Nessa escala, portanto, o movimento é constante, como acentuam inúmeros teólogos.

Ora, diante do Filho do Homem, esse fenômeno passou-se intensamente no coração de todos os que tiveram a graça de O conhecer e, mais ainda, de com Ele conviver. Maria Santíssima não fez senão ascender a cada instante na sua já tão alta união com Deus. Em contrapartida, os adversários de Jesus cresceram de modo contínuo no ódio a Ele.

Os fariseus chegaram a um grande grau de indignação ao ouvir dos lábios do Divino Mestre parábolas, ao mesmo tem­po severíssimas e de clara aplicação a eles, como a dos vinha­teiros homicidas e a da festa de núpcias, como conta o Evan­gelho: “Ouvindo isto, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus compreenderam que era deles que Jesus falava. E procuravam prendê-Lo; mas temeram o povo, que O tinha por um profeta” (Mt 21, 45-46). Foi esta a circunstância que os levou a se reuni­rem urgentemente em conselho. Este mesmo episódio é men­cionado em outros termos por São Marcos (cf. Mc 12, 12-13).

Tanto pela narração de um, quanto pela do outro Evange­lista, fica patente o dilema no qual se encontravam os fariseus. De um lado, desejavam prender Jesus para matá-Lo. De outro lado, era-lhes impossível agir neste sentido, pois os milagres, as palavras e a própria figura de Nosso Senhor arrebatavam o po­vo, que não O abandonava um instante sequer. Como realizar esse horroroso crime contra alguém constantemente rodeado de fiéis? Agarrá-Lo na calada da noite, de forma inesperada, seria o ideal, porém impossível também, uma vez que o Redentor ja­mais lhes dava a oportunidade de saber onde Ele estaria após o cair do Sol.

Uma cilada para Nosso Senhor

Assim sendo, não havia para eles outra alternativa senão armar uma cilada ao Divino Mestre, tentando desacreditá-Lo diante da opinião pública. Abandonado por seus seguidores, Ele Se tornaria uma presa fácil. Melhor ainda se conseguissem ar­rancar d’Ele uma afirmação de rebeldia contra o poder roma­no…

Longe ia o tempo em que o povo judeu dependia da prote­ção dos romanos para fazer face aos adversários. Desaparecido o perigo, tornava-se difícil compreender as vantagens do paga­mento de um tributo ao imperador.

Precisamente naquela época acentuava-se entre os judeus o cansaço por se encontrarem, havia séculos, dependentes do poder estrangeiro, ao que se somava uma ânsia pela vinda de um Messias, considerado como o instaurador do poder israelita so­bre todas as nações. As conversas e debates sobre tais questões, fortemente entrelaçadas com outras, de ordem moral, estavam na ordem do dia em todos os rincões de Israel.

Foi nesse contexto histórico que Jesus veio pregar a Boa­-nova. Ora, uma palavra orientadora d’Ele, sobre matéria tão candente, seria ouvida com incontida avidez. Os fariseus quise­ram se aproveitar desse clima emocional para armar uma astuta e maldosa cilada ao Senhor.

O modo de ação do mal

Naquele tempo, 15 os fariseus fizeram um plano para apanhar Jesus em alguma palavra.

Nesse episódio, merece igual atenção de nossa parte a ma­neira de agirem os maus. Quando deseja armar ciladas aos bons, o mal, antes de apresentar-se declaradamente, costuma prepa­rar sua ação por um longo processo. Foi como agiram os fari­seus com Nosso Senhor. De início, usaram a astúcia da serpente para, depois, se insurgir contra Ele de modo público e agressi­vo. Aqui vemo-los no decurso da primeira operação, desejando surpreender Jesus em flagrante, a fim de lançarem contra Ele a opinião pública.

Em nossa própria vida privada, quantas e quantas vezes, da mesma forma, não somos nós surpreendidos por este método farisaico utilizado pelo mal para perseguir os que se esforçam em seguir os passos de Jesus? Imitemos a sabedoria de Nosso Senhor Jesus Cristo: não nos deixemos surpreender…

A respeito das tais táticas farisaicas, consta mais este deta­lhe no Evangelho:

16a Então mandaram os seus discípulos, junto com alguns do partido de Herodes…

É outra demonstração de sua maldosa astúcia: escolhe­ram alguns jovens, alunos de escolas rabínicas, para causar a impressão de autenticidade, como se tivessem real interesse em aprender. E os instruíram a se aproximar do Divino Mestre com demonstrações de respeito. Sobre este particular, comenta o acatado exegeta Louis Claude Fillion: “Por isso, no princípio evitaram apresentar-se em pessoa, temerosos de excitar sua des­confiança. Enviaram-Lhe alguns de seus jovens talmudim ou dis­cípulos, os quais, com candura aparente, vieram propor-Lhe um caso de consciência, esperando que o resolvesse de modo que ficasse numa situação muito difícil”.1

Mas outro dado chama a atenção: enviaram-nos “junto com alguns do partido de Herodes”.

Mesmo quando estão em campos opostos, é incrível a capacidade dos maus de se unirem contra o bem. Os fariseus anelavam a independência e supremacia de Israel, e odiavam os romanos; os herodianos apoiavam a família de Herodes, que recebeu seu poder dos romanos. Assim, embora encarniçados adversários, fariseus e herodianos encontram-se irmanados nes­te episódio, em busca de um fim comum: o deicídio.

Da astúcia da serpente faz parte a adulação insidiosa:

16b …para dizerem a Jesus: “Mestre, sabemos que és verdadeiro e que, de fato, ensinas o caminho de Deus. Não Te deixas influenciar pela opinião dos outros, pois não julgas um homem pelas aparências”.

Com tais palavras, os fariseus condenam-se a eles mesmos. Com efeito, não eram sinceros e viviam preocupados com a opi­nião alheia a respeito de si próprios, só cuidando das aparências.

17 “Dize-nos, pois, o que pensas: É lícito ou não pagar imposto a César?”

Se Jesus optasse pela obrigação moral de pagar o imposto exigido pelos romanos, prontas já estavam as tubas dos adversários para suble­var os israelitas contra Ele, pois não era admis­sível um Messias que Se manifestasse a favor da submissão ao estrangei­ro gentio. De outro la­do, se Jesus negasse a li­ceidade do tributo, seria denunciado às autori­dades romanas, que por certo o condenariam à morte.

Aqui fica claro o papel dos herodianos nesse episódio. “Como adeptos do governo de Roma, seriam acusadores e tes­temunhas, se a resposta de Jesus lhes parecesse contrária aos interesses do Império”,2 comenta o já mencionado Fillion.

Jesus inverte os papéis

Na sequência do episódio evangélico, Nosso Senhor quiçá haja surpreendido seus adversários pela veemência da resposta:

18 Jesus percebeu a maldade deles e disse: “Hipócritas! Por que Me preparais uma armadilha?”

Que grande diferença entre os métodos empregados res­pectivamente pelo mal e pelo bem! Os fariseus adulam para per­der; Jesus increpa para salvar.

Não podiam os fariseus se queixar por receberem essa se­vera recriminação. Jesus, a Sabedoria Eterna e Encarnada, res­pondia em primeiro lugar à intenção oculta deles: tentar com hipocrisia. “Não lhes responde suavemente de acordo com as palavras pacíficas que Lhe haviam dirigido, mas com aspereza, segundo suas más intenções; porque Deus responde aos pensa­mentos e não às palavras”.3 E os desmascarava diante do públi­co. Jesus continuou:

19 “Mostrai-Me a moeda do imposto!” Levaram-Lhe então a moeda.

Os romanos permitiam que moedas de cobre fossem cunhadas pelas autoridades do povo local. Nelas eram impressas figuras tiradas dos reinos vegetal e animal. O denário, entretan­to, moeda de prata para uso em todo o Império, era monopólio de Roma. Com ele se pagava o imposto e tinha gravada a efígie do imperador, cingida de uma coroa de louros, com esta inscri­ção: “Tibério César, sublime filho do divino Augusto”.

Ao fazer os fariseus Lhe mostrarem uma dessas moedas, Jesus acabava de inverter os papéis. Deixava evidente que, embora em teoria rejeitassem o imperador como senhor do país, na prática o aceitavam, utilizando-se de seu dinheiro. Eles, de seu lado, perceberam para onde caminharia a resposta. Con­tudo, em sua maldade e cegueira, iludiam-se, esperando ainda uma possível falha de Nosso Senhor. Podemos imaginar a at­mosfera de suspense formada nesse instante.

20 E Jesus disse: “De quem é a figura e a inscrição desta moeda?”

Método de suprema sabedoria em responder: obrigar o adversário a tirar a conclusão da própria afirmação que fez. Os inquiridos passaram a ser os fariseus.

21 Eles responderam: “De César”. Jesus então lhes disse: “Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”.

Eis a resposta que se gravou para sempre nos céus da His­tória. Quem utilizava o dinheiro de César, que lhe pagasse o im­posto devido, ainda mais tendo em vista os benefícios propor­cionados à Palestina pela administração romana.

Em se tratando de uma nação essencialmente teocrática, como era a judaica, compreende-se a perplexidade na qual mui­tos podiam se encontrar. Porém, havia uma situação, de fato, da qual não se podia prescindir.

O ensinamento de Jesus sobre a harmonia entre a ordem espiritual e a temporal

As coisas de Deus e as coisas da Terra não devem ser an­tagônicas. Pelo contrário, entre elas deve haver colaboração. Na harmonia entre ambas as esferas, a temporal e a espiritual, está o segredo do progresso. E a História nos mostra que nada pode haver de mais excelente do que seguir o conselho de Nosso Se­nhor: “Buscai antes o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo” (Lc 12, 31).

Seja dito de passagem, nessa conjugação e colaboração en­tre o espiritual e o temporal é que, segundo o seu carisma, esfor­çam-se os Arautos do Evangelho: atuar procurando a consecra­tio mundi, a sacralização da ordem temporal, enquanto leigos, e sendo filhos amorosos da Igreja, fiéis ao Papa, como instrumen­tos da Nova Evangelização.

Harmonia dentro de nós

Pode-se dizer que há uma espécie de convívio entre as duas esferas dentro do homem, uma vez que temos para conos­co deveres referentes à nossa vida espiritual e às necessidades de nosso corpo. A tal respeito, comenta Orígenes: “Também po­demos entender essa passagem no sentido moral, porque deve­mos dar ao corpo algumas coisas, como o tributo a César, isto é, o necessário; mas tudo o que corresponde à natureza das almas, isto é, o que se refere à virtude, devemos oferecer ao Senhor. Os que ensinam a Lei de modo exagerado e ordenam que não cui­demos em absoluto das coisas devidas ao corpo […] são fariseus, que proíbem pagar o tributo a César; e os que dizem que deve­mos conceder ao corpo mais do que devemos, são herodianos. Nosso Salvador quer que a virtude não seja desprezada, quando prestamos demasiada atenção ao corpo; nem que seja a nature­za oprimida, quando nos dedicamos com excesso à prática da virtude”.4

Concluamos, seguindo o conselho de Santo Agostinho:5 se nos preocupamos com as moedas nas quais está gravada a efígie de César, muito mais devemos nos preocupar com nossas almas, nas quais Deus gravou sua própria imagem. Se a perda de um bem terreno nos entristece, muito mais nos deve contristar o causar dano à nossa alma pelo pecado. ²

 

1) FILLION, Louis-Claude. Vida de Nuestro Señor Jesucristo. Pasión, Muerte y Resur­rección. Madrid: Rialp, 2000, v.III, p.38.

2) Idem, p.38-39.

3) AUTOR INCERTO. Opus imperfectum in Matthæum. Homilia XLII, c.22, n.16: MG 56, 867.

4) ORÍGENES, apud SÃO TOMÁS DE AQUINO. Catena Aurea. In Matthæum, c.XXII, v.15-22.

5) Cf. SANTO AGOSTINHO. Sermo CXIII/A, n.8. In: Obras. Madrid: BAC, 1983, v.X, p.839.